quinta-feira, 2 de junho de 2011

A TRAGICÔMICA HISTÓRIA DE NÃO TER E NÃO SER

Muito me embasbaca os alaridos dos Mercadores da Fé.
Deles, com repetição se observa histórias de chamados místicos nas quais as posições de atalaias e sacerdotes entre seus pares e até entre as nações são requeridas, e, por conseguinte, delegadas por Deus.

Um se auto denomina “Profeta das Nações”, outro “Profeta da Prosperidade”, ainda outro “Voz Profética do Brasil” e assim desenvolvem-se os xeroxes dos gurus de pequenos deuses norte-americanos em território tupiniquim.

Para esses Mercadores a fé é reverenciada como substância tangível e material, como se por ela fossem feito os átomos, moléculas e todo o cosmos. A fé é apresentada como matéria prima para o próprio Criador, para que dela, Ele, ter-se-ia que socorrer a fim de Ser quem É.

Mas a fé como um fim em si apenas dista do lúgubre e do cartesiano para o místico e por fim, ao inconseqüente.

E o que de mais soam esses alaridos e arautos dos Mercadores da Fé e seus replicados xeroxes espalhados pelo clero evangélico brasileiro?
- Soam invariavelmente como portadores de novas notícias:
 Novas notícias de que o Deus do Cosmos os escolheu e nomeou-lhes como intercessores do povo. Uma espécie de Maria que se pode pagar pelos Armani’s;
 Novas notícias de que Deus os escolheu como abençoadores do povo, como atalaias e ultimando: reais sacerdotes. Sacerdotes de uma Aliança sem sacerdotes. Sacerdotes de uma era em que o Sumo-sacerdote é da ordem de Melquisedeque que não se sabe de onde veio nem ao certo quem foi. Sacerdotes de uma linhagem cujo eixo teima em permanecer em Levi quando de fato se moveu para Judá.

Quando paro para ruminar escritos neotestamentários (e não apenas ler), percebo que esses auto-nominados reais sacerdotes assassinam o Evangelho, a Graça, e, acima de tudo, o sumo-sacerdócio dos crentes.

É que Jesus nada tem haver com religião – com dogmas – com cangas ou fardos. Já o controle das massas se faz simples assim – com repressão – culpa – e medo.

Os mais antigos religiosos evangélicos, os arrimos pentecostais brasileiros, têm uma geração, duas ou até três de antecessores também evangélicos. A educação, a cultura e a cosmovisão da fenomenologia de tudo o que lhe cerca vem desse mesmo berço.

Mesmo que não corrompidos por dinheiro esses arrimos evangélicos foram comprados por aqueles auto-nominados com deferência, com glória e pela vaidade.

Pior, os arrimos não distinguem mais o Evangelho dos Evangélicos pelo caldo em que estão servidos desde 1970, advindo do Neo-Pentecostalismo. Pegando um o sabor do outro, de geração em geração, os Evangélicos roubam do Evangelho o que da sua interpretação convém e lhe cunham os valores da Aliança da Lei.

Mas agora é moda ...
A moda é falar “que os outros se desviaram do Caminho” ...
A moda é falar “que os outros estão pregando Outro Evangelho” ...
A moda é falar “que os outros se perderam” ....

A verdade é que o que se vê fazer é o mesmo dos auto-nominados mas com uma roupagem que lastima “os outros” e que não percebe a trave em seus próprios olhos.

Como é bom escrever como Theo Pimenta!
Theo Pimenta não tem interesses ...
Theo Pimenta não espera glória, aceitação nem tão pouco audiência ....
Theo Pimenta sou eu – livre de mim – pronto a pensar, refletir e perceber que a grandiosidade da divindade em relação a criatura é abismo, e abismo não se transpõem.

Theo Pimenta

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

INVASORES DE MENTE - onde será que já vimos isso???

Eles roubaram seu passado. Agora ele está retomando seu futuro. Luke Gibson acorda no hospital e descobre que sua vida está à beira da destruição. Ele recebeu um implante de um microchip letal monitorado por um poderoso executivo. Assombrado por estranhas visões de um passado desconhecido, Luke percebe que sua única chance de liberdade é aliar-se a um grupo de Hackers renegados antes que seja tarde.

Esta é a sinopse de INVASORES DA MENTE, com Cuba Godding Jr.

Após ver o filme pensei na semelhança com a igreja atual (instituição).

O filme, mostra uma grande empresa (HOPE) articulando uma forma de manipular pessoas através da implantação de chips em suas mentes.

O interessante é que o discurso da "grande empresa" é a benevolência e ajuda ao próximo:

"aos ricos, vendemos uma forma de melhorar suas atividades cerebrais e facilitar seu dia a dia; aos pobres, ofereceremos tratamentos de saúde e cirurgias" (e nestas cirurgias implantam o chip).

Introduzido o chip, a empresa manipula as pessoas para que elas comprem o que eles querem, façam o que eles querem, dêem o que eles querem... familiar, não é?

No entanto, o bom mocinho (Cuba Gooding Jr.) não deixa barato. Pelo contrário, luta contra a mega empresa para conseguir destruir a perpetuação do plano.

Vale a pena assistir o filme... recomendo...

Agora a pergunta: Aonde será que já vimos isso???

Bom, pra mim oarece muito com a igreja atual.

Sim, a igreja, como instituição, infelizmente têm agido da mesma forma que esta 'mega empresa' da ficção cujo lema é a benevolência e ajuda ao próximo.

Oferece salvação, oferece facilidades da vida, oferece prosperidade, oferece saúde e paz, oferece... oferece...

É claro que há uma contra-partida... Apenas seja fiel nos dízimos e ofertas, seja fiel ao pastor, seja fiel a igreja, seja bonzinho, seja correto, seja, seja, seja... e não esqueça dos dízimos e ofertas pois eles "abrem as portas da prosperidade e da saúde, e mais, AFASTAM O DEVORADOR..."

Na realidade assim é dentro da igreja. Há uma corrida desesperada dos líderes para manter o controle (manipulação das massas) sobre seus fiéis.

Pra mim deu. Arranquei (simbolicamente) o chip implantado em minha mente e não permito mais a ingerência ou manipulação de líderes sobre minha vida e família.

Relaciono-me com Deus, reporto-me a Cristo e tenho comigo o Espírito Santo. Preciso do que mais?

ELE me ajuda e me instrui, dando-me a capacidade de viver em SUA graça, sem precisar pagar nada, pois ELE, Cristo, já pagou...

Queridos, enquanto há tempo FUJA DA RELIGIÃO e VIVA O EVANGELHO, longe dos chips que manipulam e destroem...

Théo Pimenta (o quebrador de chips)

sábado, 29 de maio de 2010

Temos levado nossos discípulos ao MESTRE???

18 Os discípulos de João Batista contaram tudo isso a ele. Aí João chamou dois deles 19 e os enviou ao Senhor Jesus para perguntarem: "O senhor é aquele que ia chegar ou devemos esperar outro?"
20 Então eles foram até o lugar onde Jesus estava e disseram: "João Batista nos mandou perguntar o seguinte: o senhor é aquele que ia chegar ou devemos esperar outro?
21 Naquele momento Jesus curou muitas pessoas das suas doenças e dos seus sofrimentos, expulsou espíritos maus e também curou muitos cegos.
22 Depois respondeu aos discípulos de João: "Voltem e contem a João o que vocês viram e ouviram. Digam a ele que os cegos vêem, os coxos andam, os leprosos são curados, os surdos ouvem, os mortos são ressuscitados, e os pobres recebem o evangelho. 23 E felizes são as pessoas que não duvidam de mim!"
24 Quando os discípulos de João foram embora, Jesus começou a dizer ao povo o seguinte a respeito de João: "O que vocês foram ver no deserto? Um caniço sacudido pelo vento? 25 O que foram ver? Um homem bem vestido? Ora, os que se vestem bem e vivem no luxo moram nos palácios! 26 Então me digam: o que foram ver? Um profeta? Sim. E eu afirmo que vocês viram muito mais do que um profeta.
27 Porque João é aquele a respeito de quem as Escrituras Sagradas dizem: 'Aqui está o meu mensageiro, disse Deus. Eu o enviarei adiante de você para preparar o seu caminho.' 28 Eu digo a vocês que de todos os homens que já nasceram João é o maior. Porém quem é o menor no Reino de Deus é maior do que ele."
29 Os cobradores de impostos e todo o povo ouviram isso. Eles eram aqueles que haviam obedecido às ordens justas de Deus e tinham sido batizados por João.
30 Mas os fariseus e os mestres da Lei não quiseram ser batizados por João e assim rejeitaram o plano de Deus para eles.
31 E Jesus terminou, dizendo: "Mas com quem posso comparar as pessoas de hoje? Com quem elas são parecidas? 32 Elas são como crianças sentadas na praça. Um grupo grita para o outro: Nós tocamos músicas de casamento, mas vocês não dançaram! Cantamos músicas de enterro, mas vocês não choraram!"
33 João Batista jejua e não bebe vinho, e vocês dizem: "Ele está dominado por um demônio." 34 O Filho do Homem come e bebe, e vocês dizem: "Vejam! Esse homem é comilão e beberrão; é amigo dos cobradores de impostos e de outras pessoas de má fama."
35 Mas aqueles que aceitam a sabedoria de Deus mostram que ela é verdadeira.


Dois grupos compõem a descrição deste texto: os discípulos de João Batista e os discípulos de Jesus Cristo.

João estava preso enquanto Jesus realizava milagres e prodígios.

Os discípulos de João observavam as maravilhas realizadas por Jesus e se espantavam.

De tal maneira que eles correm até João, então preso, e relatam o que vêem e ouvem a respeito de Jesus.

João reage ao relato de uma maneira interessante. Chama 02 de seus discípulos e os designa a ir até Jesus e pergunta-Lhe se realmente ELE é o Messias, o Esperado, ou se deveriam esperar outro.

Por que João age dessa forma??? Será que ele tinha dúvida que Aquele a quem ele havia preparado o caminho podia não ser o Cristo??? Pouco provável.

Mais provável é que João sentiu nos seus discípulos dúvidas em relação a crença no Messias e resolveu direcioná-los a reconhece-LO verdadeiramente.

Notem que quando os discípulos de João chegam até Jesus e formulam a pergunta, Jesus não responde de imediato. Pelo contrário, realiza sinais e maravilhas diante de seus olhos incrédulos e depois responde: "agora vão até João e digam o que vocês viram", ou seja, Jesus revela-se a eles como Messias e orienta-os a ir até João e dizer que agora crêem no Cristo.

Que satisfação para João poder conduzir seus discípulos a Jesus.
Essa deve ser a atitude de qualquer líder: levar seus liderados ao verdadeiro LÍDER, levar seus discípulos ao verdadeiro MESTRE.

Atualmente temos observado o inverso. Líderes, autodenominados ungidos do Senhor, tem se assenhorado de discípulos e pouco fazem para encaminhá-los ao verdadeiro MESTRE. Talvez porque cercar-se de discípulos seja bom no sentido de 'prestígio' e 'poder'.

São os benefícios da Religião, contrapondo-se as verdades do Evangelho.

No entanto, Jesus, o LÍDER por excelência, o MESTRE, encerra a discussão de forma sábia e decisiva ao comparar tais pessoas com crianças que imaturamente defendem seus grupos como absolutos.

"Vem João Batista, jejuando e desviando-se do vinho e vocês o chamam de endemoniado... aí vem o Filho do Homem, comendo e bebendo e vocês o chamam de comilão e beberrão que anda junto com pessoas de má fama..."

Quantos de nós faz o mesmo.

Criamos grupos cujas verdades são absolutas. Formamos discípulos para nos seguir e não para seguir o MESTRE. Acostumamo-nos as facilidades da Religião e negamos as verdades e simplicidade do Evangelho.

Por que??

Porque muitos de nós ama mais a Religião do que o Evangelho.

Porque muitos de nós prefere a bajulação de seus discípulos do que orientá-los no caminho correto do Cristianismo.

Porque muitos de nós tem sujado as mãos nas Mentiras da Religião e pouco se importando com as Verdades do Evangelho.

Enquanto é tempo... FUJA DA RELIGIÃO e VIVA O EVANGELHO...

Théo Pimenta

domingo, 16 de maio de 2010

IMPORTAR-SE COM PESSOAS (Ensinamento de Jesus)

11 E aconteceu que, no dia seguinte, ele foi à cidade chamada Naim, e com ele iam muitos dos seus discípulos, e uma grande multidão;
12 E, quando chegou perto da porta da cidade, eis que levavam um defunto, filho único de sua mãe, que era viúva; e com ela ia uma grande multidão da cidade.
13 E, vendo-a, o Senhor moveu-se de íntima compaixão por ela, e disse-lhe: Não chores.
14 E, chegando-se, tocou o esquife (e os que o levavam pararam), e disse: Jovem, a ti te digo: Levanta-te. E o defunto assentou-se, e começou a falar.
15 E entregou-o a sua mãe.
(Lucas 7:11-15)

Este é um texto bastante utilizado em pregações nas igrejas evangélicas. E sempre que ouvimos uma explanação sobre o tema, observamos a ênfase colocada na vitória e no milagre da ressurreição.

Também é um texto bastante forte a apelação teológica na qual facilmente leva-se a platéia ao delírio quando enfatiza-se o poder sobrenatural do Senhor para realizar aquilo que necessitamos e aparentemente é impossível acontecer.

Isso mesmo. A teologia moderna tem feito muito isso: utiliza textos do evangelho para incentivar o "público evangélico" (fiéis dizimistas e ofertantes na Casa do Tesouro) a buscar aquilo que, segundo ela, é seu por direito.

Ai surgem jargões neo-pentecostais como: "declare", "exija", "tome posse", "traga a existência", "profetize"... e por aí vai... que são ensinados como fórmulas para conquistar vitórias.

Ou então, quantas vezes ouvimos afirmações e perguntas feitas pelo pregador deste texto como:
- "...em qual multidão você se encontra? naquela que anda com Jesus ou naquela que chora suas perdas???", "...naquela dos esperançados, ou nas dos sem esperanças...??"
- "...ELE, Jesus, vai ao seu encontro para resolver seus problemas..."
- "...ELE fará o impossível por você..."

Realmente não são mentiras, mas a forma como é colocado nos passa uma falsa impressão que Jesus existe apenas para solucionar nossos dilemas e consertar nossa vida. É como se, estando com ELE, temos um amuleto que nos ajudará a seguir adiante. Claro, desde que façamos o que a religião manda...

Interessante é notar que o texto é simples, como todo o evangelho o é. Acompanhe.

Jesus vinha de Cafarnaum, onde havia presenciado, segundo Ele, uma fé nunca vista. Era o encontro dELE com o servo de um centurião romano que impressionou Jesus com sua fé.

Depois Jesus dirige-se a Naim e quando está entrando na cidade juntamente com uma multidão que O acompanha, depara-SE com uma cena que O enche de compaixão: uma viúva trazendo seu único filho a sepultura.

Jesus entende que a viúva está enterrando juntamente com o corpo do seu filho todo o restante de esperança que lhe sobrara. A esta mulher pouco restara. Sem marido e sem filho, que por ela intercedesse, seria desprezada pela sociedade.

Então Jesus fez o que veio ensinar: COMPADECE-SE e RELACIONA-SE.

Sim, ELE vê a mulher (COMPADECE-SE), chega até ela (RELACIONA-SE) e diz: "não chores". É como se ELE falasse: "entendo tua dor, entendo teu dilema, sei como serás tratada pelas pessoas daqui para frente e movi-ME de compaixão por ti".

Ao devolver o filho aquela mãe ELE devolve também sua dignidade e sua esperança.

Com esta atitude, Jesus está nos ensinando a olhar ao redor, observar os que estão próximos, identificar suas necessidades, compadecer-se de suas misérias e estender a mão para amar e ajudar o próximo.

Isso mesmo. Foi algo sobrenatural o que ELE fez? Ressuscitar um garoto? Sem dúvida alguma...

Mas o mais importante no texto é o ensinamento que devemos nos IMPORTAR com pessoas, devemos nos COMPADECER de pessoas, devemos ser ÚTEIS a pessoas.

Assim é o evangelho. AMOR, RELACIONAMENTO e COMPAIXÃO.

Como eu e você temos agido as necessidades dos que nos rodeiam?

- alguém choroso por uma perda;
- alguém triste por uma desilusão;
- alguém desmotivado;
- alguém necessitando de um abraço;
- alguém precisando de esperança;
- alguém precisando de ajuda financeira;
- alguém carente de uma palavra de orientação...
- alguém... alguém... alguém...

No entanto, nos sentimos confortáveis em apenas cumprir a religião, levando nossos dízimos e ofertas a Casa do Senhor, obedecendo as palavras de nossos pastores, trabalhando com afinco nos ministérios da igreja como se tudo isso aquietasse nossa alma no sentido de 'dever cumprido'...

...e esquecemos o principal que foi ensinado por JESUS: IMPORTAR-SE COM PESSOAS; AMAR PESSOAS, VIVER O EVANGELHO.

E aí??? Enquanto é tempo FUJA DA RELIGIÃO e VIVA O EVANGELHO (que é simples...)

Théo Pimenta

domingo, 9 de maio de 2010

E-MAIL AO APÓSTOLO PAULO

Amado apóstolo:
Estou escrevendo para colocá-lo a par da situação do Evangelho que um dia você ajudou a propagar para nós gentios, e que lhe custou a própria vida. As coisas estão muito difíceis por aqui. Quase tudo o que você escreveu foi esquecido ou deturpado.

Você foi bastante claro ao despedir-se dos irmãos em Éfeso, alertando que depois de sua partida lobos vorazes penetrariam em meio à igreja, e não poupariam o rebanho [1]. Palavras de fato inspiradas, pois isso se concretiza a cada dia.

Lembra-se que você escreveu ao jovem Timóteo, que o amor ao dinheiro era a “raiz de todos os males”[2]? Quero que saiba que suas palavras foram invertidas, e agora se prega que o dinheiro é a “solução” de todos os males.

Também é com tristeza que lhe digo que em nossa época ninguém mais quer ser chamado de pastor, missionário ou evangelista, pois isso é por demais humilde: um bom número almeja levar o título de apóstolo. Sei que em seu tempo, os apóstolos eram “fracos... desprezíveis... espetáculo para os homens... loucos... sem morada certa... injuriados... lixo e escória” [3]. Agora é bem diferente. Trata-se de uma honraria muito grande: acercam-se de serviçais que lhes admiram, quando viajam exigem as melhores hospedarias e são recebidos nos palácios pelos governantes.

Eles não costumam pregar seus textos, pois você fala muito da “Graça” e da “liberdade que temos em Cristo” [4]. Isso não soa bem hoje, pois a Igreja voltou à “teologia da retribuição” da Antiga Aliança (só recebe quem merece) e liberdade é a última coisa que os pastores querem pregar à suas velhas.

Você não é bem visto por aqui, pois sempre foi muito humano, sem jamais esconder suas fraquezas: chegou até reconhecer contradições internas, dizendo que não faz o bem que prefere, mas o mal, esse faz [5]. Eles não gostam disso, pois sempre se apresentam inabaláveis e sem espinhos na carne como você.

A presença deles é forte, a sua fraca [6], eles são saudáveis, você sofria de alguma coisa nos olhos [7], eles jamais recomendariam a um irmão tomar remédio, como você fez com Timóteo [8], mas aqui eles oram e determinam a cura – coisa que você nunca fez.

Você dizia que por amor de Cristo perdeu “todas as cousas” considerando-as refugo [9]. As coisas mudaram, irmão. Agora cantamos: “Restitui, quero de volta o que é meu!”.

Vivo em uma cidade que recebeu o seu nome, e aqui há um apóstolo que após as pregações distribui lencinhos vermelhos encharcados de suor, e as pessoas levam pra casa, como fizeram em Éfeso, imaginando que afastarão enfermidades [10]. Sim, eu sei que você nunca ordenou isso, nem colocou como doutrina
para a igreja nas epístolas, mas sabe como é o povo....

Admiro sua coragem por ter expulsado um “espírito adivinhador” daquela jovem [11], embora isso tenha lhe custado a prisão e açoites. Você não se deixou enganar só porque ela acertava o prognóstico. Hoje há uma profusão de pitonisas e prognosticadores no meio do povo de Deus, todavia esses
espíritos não são mais expulsos, ao contrário, nos reunimos ansiosos para ouvir o que eles têm a dizer para nós.

Gostaria de ter conhecido os irmãos bereanos que você elogiou. Infelizmente, quase não existem mais igrejas como as de Beréia, que recebam a palavra com avidez e examinem as Escrituras “todos os dias para ver se as coisas são de fato assim”[12].

Tem hora que a gente desanima e se sente fragilizado como Timóteo, o seu companheiro de lutas. Mas que coisa bonita foi quando você o reanimou insistindo para que reavivasse “o dom de Deus” que havia nele [13]. Estou lhe confessando isso, pois atualmente 90% dos pregadores oferecem uma “nova
unção” para quem fraqueja.

Amo esta sua exortação, pois você ensina que dentro de nós já existe o poder do Espírito, dado de uma vez por todas, e não precisamos buscar nada fora ou nada novo!

Nossos cultos não são mais como em sua época, onde a igreja se reunia na casa de um irmão, havia comunhão, orações, e a palavra explanada era o prato principal.... as coisas mudaram: culto agora é 'show', a fumaça não é mais da nuvem gloriosa da presença de Deus, mas do gelo seco, e a palavra é só
para ensinar como conseguir mais coisas do céu.

O Espírito lhe revelou que nos últimos tempos alguns apostatariam da fé “por obedecerem a espíritos enganadores” [14]. Essa profecia já está se cumprindo cabalmente, e creio que de forma irreversível.

Amado apóstolo, sinto ter lhe incomodado em seu merecido descanso eternal, mas eu precisava desabafar. Um dia estaremos todos juntos reunidos com a verdadeira Igreja de Cristo.

Maranata!

[1] At 20.23; [2] 1Tm 6.10; [3] 1Co 4.-9-13; [4] Gl 2.4; [5] Rm 7.19; [6]
2Co 10.10; [7] Gl 4.13-15; [8] 1Tm 5.23; [9] Fp 3.8; [10] At 19.12; [11] At 17.18; [12] At 17.11; [13] 2Tm 1.6; [14] 1Tm 4.1

Recebido por e-mail
Autor Desconhecido
Publicado por Théo Pimenta

quarta-feira, 28 de abril de 2010

E AGORA JOSÉ??? (adaptado de Carlos Drummond de Andrade)


O culto acabou, a luz apagou,a igreja fechou, o povo se foi, a noite esfriou.

E agora, José? E agora, você? Você que dizima, não falta às campanhas,unge com óleo,e toma da água que o apóstolo orou.

A noite esfriou, e a bênção não veio, mas o bispo pregou que a culpa é só sua: “você não tem fé”.

E agora, José? Está sem recursos,está sem amigos, e acabou o carinho daqueles irmãos do errante caminho.

Perdeu a esperança porque confiou em palavra de homem que só se interessa em ovelha tosar, enganar os mais simples, e passar um sermão em quem duvidar.

E agora, José? Se você cantasse, se você orasse, se você louvasse…

Mas você já não crê, e prefere morrer a ser iludido mais uma vez com tantas promessas de espertos profetas que cobram pedágio pra se alcançar as bênçãos do céu.

A noite esfriou, as lágrimas rolaram. E agora, José? Sozinho no escuro qual bicho-do-mato, José abre a Bíblia.

E como milagre caíram-lhe escamas que impediam seus olhos de enxergar a Verdade.

A partir desse dia o Evangelho reinou dando-lhe Paz e indizível alegria.

E agora, José? Agora que eu vejo, não tem mais conversa: deixei as mandingas, os fetiches e crenças.

Posso dizer que mudou minha história: Desde então, é somente a Palavra, somente a Graça, apenas a Fé no Filho do Homem, e a Deus, somente a Deus, eu dou toda a glória.

Escrito po Daniel Rocha
Retirado do site http://www.pulpitocristao.com
Postado por Théo Pimenta

terça-feira, 27 de abril de 2010

POR QUE???????

Alguém pode me explicar por que palavras como "paixão", "fogo", "glória", "poder" e "unção" vendem muito + CDs do que "graça" e "perdão"?


Por que aqueles que mais falam sobre "prosperidade" evitam sistematicamente textos como Tiago 2:5, I Timóteo 6:8 e Habacuque 3:17-18?

Por que
se fala tanto em dízimo, defendendo-o com unhas e dentes, mas quase nada se fala sobre ter tudo em comum e outras coisas como "ajudar os domésticos na fé" e "não amar somente de palavra e de língua mas de fato e de verdade"? Em qual proporção a Bíblia fala de uma coisa e de outra?

Por que em Atos 4, quando os apóstolos foram presos, a igreja orou de forma tão diferente do que se ora hoje? Por que não aproveitaram a ocasião pra "amarrar o espírito de perseguição", pra "repreender a potestade de Roma", ou coisa semelhante?

Por que Atos 2:4 é muito mais citado como modelo do que era a igreja primitiva do que Atos 2:42?

Por que todo mundo sabe João 3:16 de cor, mas tão pouca gente sabe I João 3:16?

Por que 90% ou mais dos cânticos congregacionais modernos são na primeira pessoa do singular (EU), quando a proporção nos salmos é muito menor?

Por que todo mundo aceita que Jesus curou e colheu espigas no sábado, aceita também que Deus ordenou que seu povo matasse vários povos rivais, mas se escandaliza absurdamente quando alguém diz que Raabe fez certo ao mentir para preservar duas vidas? O que vale mais, em situação de conflito, que um soldado pagão saiba a verdade ou a vida de dois homens? Será que se Raabe tivesse dito a verdade, teria sido elogiada em Hebreus 11?

Por que quase tudo que se vende numa livraria cristã foi produzido nos últimos 50 anos, se nosso legado é de 2.000 anos de História do Cristianismo? O que aconteceu com os outros 19 séculos e meio?

Por que os cristãos creem que o homem foi nomeado por Deus como o responsável pela criação, e que tudo que Deus criou é bom, mas são os esotéricos os que mais lutam pela defesa do meio-ambiente?

Por que todos os ritmos de origem na raça negra até hoje são considerados por alguns como diabólicos?

Por que se canta tanto sobre coisas tão etéreas como "rios de unção" e "chuvas de avivamento", ao passo que Jesus usava sempre figuras do cotidiano para ensinar, como sementes, pássaros e lírios?

Por que
se amarra, todos os anos, tudo quanto é "espírito ruim" das cidades, fazendo marcha e tudo, mas as cidades continuam do mesmo jeito? Aliás, se os "espíritos ruins" já foram "amarrados" uma vez, por que todo ano eles precisam ser "amarrados" de novo?

Por que se canta todos os dias "Hoje o meu milagre vai chegar"? Afinal, ele não chega nunca? Que dia está sendo chamado de "hoje"?

Por que Jó não cantou "restitui, eu quero de volta o que é meu", nem declarou ou amarrou nada, muito menos participou de "campanha de libertação" quando perdeu tudo?

Por que nós nunca vamos ao médico e pedimos, "doutor, dá pra queimar essa enfermidade pra mim por favor"? Por que então se ora pedindo isso pra Deus? Seria correto orar assim pra Deus curar alguém enfermo por causa de queimadura?

Por que não se faz um mega-evento evangélico, desses que reúnem um milhão de pessoas ou mais, pra fazer um mutirão para distribuir alimentos aos pobres ou ainda para recolher o lixo da cidade? Aliás, por que se emporcalha tanto as cidades com óleo e outras coisas nos tais "atos proféticos"? Não seria um melhor testemunho limpá-la ao invés de sujá-la?

Por que as rádios evangélicas tocam tanta coisa produzida por gravadoras ricas e nada produzido por artistas independentes?

Por que se faz apelo ao fim de uma "pregação" que não fez qualquer menção ao sangue, à cruz, ao arrependimento, ou sequer ao pecado?

Por que Deuteronômio 28:13 ("o Senhor te porá por cabeça, e não por cauda") é tão citado, ao passo que I Coríntios 4:11-13 ("somos considerados como o lixo do mundo") ninguém gosta de citar?

Será que ninguém percebe que algo anda muito errado com o evangelicalismo brasileiro?

Eu só queria saber...

Texto postado por Théo Pimenta
Escrito por Leonardo Gonçalves (Púlpito Cristão)