segunda-feira, 22 de março de 2010

ORE COMO JESUS!!!!

Quantas orações prolixas e sem sentido temos ouvidos dentro das mais variadas igrejas ditas evangélicas.
Parece realmente que o objetivo da oração de muitos líderes tem sido mais impressionar os fiéis, com suas belas e complicadas palavras, do que falar com Deus.
Enquanto a Religião ensina a oração de uma maneira complicada e formal, o Evangelho ensina a oração como algo simples e pessoal, sem a necessidade de repetições e complicações.
Portanto, FUJA DA RELIGIÃO e VIVA O EVANGELHO!!!!!!!!
Théo Pimenta

quinta-feira, 4 de março de 2010

Superman, O SALVADOR DA HUMANIDADE???


Embora tenhas sido criado como um humano, não és um deles. Eles podem ser um grande povo, Kal-El, desejam sê-lo. Só lhes falta a luz para mostrar o caminho. Por essa razão e, acima de tudo, pela capacidade deles de fazer o bem, eu te enviei a eles, meu único filho.

Embora as palavras acima possam ser ditas por Deus Pai à Jesus Cristo, são de Jor-El para Kal-El, popularmente conhecido como Superman, ou Clark para os mais chegados e conhecedores do seu segredinho.

De todos os super-heróis, o meu preferido sempre foi o Superman. Desde criança a personagem de capa vermelha me cativou. É dos pouquíssimos heróis cuja a vida dedicada à justiça e proteção dos fracos e oprimidos não é fundamentada em questões de vingança, ódio, trauma ou mágoa com alguma injustiça emblemática.

Batman se torna um herói excêntrico e sombrio. Devo dizer que é um dos meus heróis de quadrinhos prediletos também. Mas, seu altruísmo, por assim dizer, vem de razões menos louváveis que a do Super. Vítima quando criança da violência e do crime ao ver seus pais serem assassinados, Bruce Waine, alter ego do Cavaleiro das Trevas, se embrenha num caminho de vingança generalizada que acaba por torná-lo um justiceiro mascarado.

O Homem-Aranha também é super legal. Mas, o fato de se tornar um herói é meio que coincidência. Um nerd marginalizado entre a galera não tem muitas opções quando se vê com super poderes: ou se torna um vilão ou se torna um herói.

Mas, o Super é diferente. Há algo nele que me prende. Ele é o cara que foi criado por pais amorosos e presentes. É o cara que sempre se sentiu sozinho por não ser desse planeta. Mas, que sempre se sentiu como parte dos humanos. Se tornar um herói para ele foi algo de sua natureza. Ele foi criado para isso. Para amar, proteger e se dar pelos outros. Acho que de todos os heróis, Superman é o único com uma família bem ajustada. É interessante pensar nas implicações disso, já que Batman perde seus pais bem cedo e se torna um herói amargo. Homem-Aranha é criado por seus tios, embora ótimos, não são seus pais.

De todos os heróis, o Super é o todo certinho. O grande escoteiro da turma. O educadinho. Pense no poder que ele detém. Qualquer humano teria se corrompido facilmente com todas as capacidades que o Superman apresenta. Os homens se corrompem por menos. Se perdem em si mesmos com poderes menores. Imaginem então com poderes como super-força, como invunerabilidade, super-audição, visão de raio-X, cuspir fogo pelos olhos, super-sopro, super-velocidade… e o tão sonhado, poder de voar. Há líderes que apenas com carisma já fazem um tremendo estrago na massa ignorante. Vide o recente movimento neopentecostal ou neoevangelical. Agora imagine com super poderes? Dominariam os fracos, subjugariam as massas e iriam se impor como líderes! Bem, parece que isso já fazem apenas com a cara-de-pau e com o carisma, então imagine o tamanho do problema…

A questão é que somos corruptíveis. Eu mesmo já posso imaginar um bela de uma utilidade para visão de raio-X. Oh, Deus e que utilidade! :)

Talvez o que me cativa no Superman como herói é a analogia com meu super herói real, Jesus Cristo. Como Jesus, Superman também foi enviado à Terra por seu pai; é criado por uma ótima família escolhida a dedo; não é deste mundo; se torna o salvador dos homens; se torna líder; como Jesus, Superman a despeito dos seus poderes, os usa para os outros, e escolhe servir ao invés de dominar e se impor.

Enfim, são tantas as metáforas livres que podemos fazer entre Jesus Cristo e Superman… Embora alguns crentes sempre prefiram ver o diabo em tudo. Qualquer coisa que caia do céu é um anjo caído, no caso. Então logo o Superman não passaria de uma analogia para o tinhoso. Que fiquem procurando o diabo. Eu prefiro encontrar Deus nos lugares mais inesperados.

Mas, há uma coisa que os “crentes” parecem apreciar na semelhança do Superman com Jesus Cristo. Mesmo que inconscientemente, os “evangélicos” andam à procura de um Jesus Cristo que se pareça com o Super não nas atribuições de servo, mas de homem de aço. Eles querem um Jesus Cristo que os revistam de invulnerabilidade. Que os livrem de tragédias e contigências da vida. Que os cubra com um manto de proteção especial. Por que crente nunca se f#de em nada, e se for crente de verdade nem pode. Porque são filhos do Rei e blábláblá. São crentes que vislumbram um Cristo com super-poderes, milagreiro, e que livra indiscriminadamente aqueles que “declaram” com fé a “vitória”.

Mas, o Jesus Cristo que enxergo nos Evangelhos não me parece ser o tipo que se presta ao favoritismo. Aliás, há uma diferença no modus operandi entre Jesus Cristo e Superman, no que diz respeito a salvar a humanidade. Jesus Cristo é do tipo que não infantiliza os homens e não interfere com “milagres” rotineiros. Ele sabe que esse tipo de intervenção não fará com que os homens amadureçam. Jesus Cristo evita apelar para soluções que extrapolem a realidade. Ele ensina o amor, o respeito e o altruísmo. Ele ensina a paz, a fé e a esperança. Já Superman é do tipo que vive fazendo “milagres” – ou leia-se salvamentos e livramentos – que fazem com que os homens se acostumem a sempre olhar para o céu e esperar vir ajuda sobrenatural. Se acostumam com a injustiça e nada fazem porque há quem sempre intervenha. Se acostumam em nada fazer para salvar o próximo com as próprias mãos e com os próprios recursos naturais porque creem que Superman está aí pra isso, e com recuros sobrenaturais. Jesus Cristo sabe que para salvar a humanidade é necessário uma ação subversiva. Por isso ao invés de escolher ficar “salvando todo mundo”, andando sobre as águas, multiplicando comida, curando enfermidades até que todos estivessem totalmente confortáveis e dependentes de ações sobrenaturais, escolheu não salvar a si mesmo e mostrar que o jeito é morrer para ganhar a Vida. Mas, Superman parece que ainda não aprendeu. Prefere idiotizar os homens deixando-os sempre dependentes de um super-herói cuja razão de viver redunda em fazer “milagres”. Jor-El disse que o enviou para ser luz, mas ele acabou sendo muleta.

Nesse sentido, embora Superman me encante no mundo dos quadrinhos, na vida real é Jesus Cristo quem me influencia e me leva ao amadurecimento da fé e do amor ao próximo. É Jesus Cristo a Luz dos homens. Os evangélicos, de modo geral, ultimamente parecem estar adorando Jesus Cristo apenas nominalmente, porque pelo modo como andam vivendo e pregando, é o Superman quem eles preferem.

Esse post foi escrito por Thiago Mendanha.

Théo Pimenta

segunda-feira, 1 de março de 2010

1ª Epístola de Paulo Aos BRASILEIROS - Excelente...

1ª Epístola de Paulo aos Brasileiros
Um exercício brilhante do Pastor Daniel Rocha, da Igreja Metodista de Itaberaba. Uma paráfrase parabólica contemporanizada, mas bibliocêntrica (Ops, Risos!) de uma carta de Paulo à Igreja Brasileira. Como precisávamos desta epístola!

1ª Epístola de Paulo Aos BRASILEIROS - Cap. 1

Prefácio e Saudação
Paulo, apóstolo, não da parte de homens, mas por Jesus Cristo e por Deus Pai, a todos os santos e fiéis irmãos em Cristo Jesus, que se encontram em terras brasileiras, graça e paz a vós outros.


Exortações à Igreja
Rogo-vos para que não haja partidos entre vós. Mas vejo que é isso que está ocorrendo, pois uns dizem: eu sou de Malafaia; outros, de Macedo; outros, do Soares; outros de Feliciano; Quem é Malafaia? Quem é Soares? Quem são eles? [1] Por acaso Cristo está dividido? Não são neles que devemos postar nossos olhos, mas em Cristo, o único que morreu por nós.
Vejo que ainda sois meninos na fé quando o propósito de cada um é só buscar bênçãos para si, visando os próprios interesses e não o interesse do Corpo. Digo-vos que a maior benção já vos foi concedida na cruz quando fostes resgatados da morte e das trevas. Agora, aprendam a viver contentes e dar graças a Deus por tudo [2] .

Sinais e Prodígios
Assim como os judeus pediam sinais em minha época [3], há muitos que só pensam em prodígios e maravilhas: fazem correntes e marcam hora para as curas se efetuarem, e eu já havia advertido aos seus irmãos de Tessalônica que tão somente orassem o tempo todo, [4] pois apenas Deus é quem sabe a hora de atender. Eu mesmo deixei Trófimo doente em Mileto, [5] o amado Timóteo foi medicado enquanto esperava o Senhor curar sua gastrite, [6] e Epafrodito adoeceu mortalmente chegando às portas da morte [7]. Por que entre vós no Brasil seria diferente?

Outras admoestações
Estão fazendo rituais para amarrar demônios e declarar que as cidades do Brasil são do Senhor Jesus. Nunca vistes isso em mim e em nenhum momento em Cristo. Pelo contrário, preguei o evangelho em Éfeso, mas a cidade continuou seguindo a deusa Diana. No Areópago de Atenas riram e zombaram de minha pregação, e poucos aceitaram a palavra do evangelho; como eu iria dizer que Atenas era do Senhor Jesus? Em Corinto, a prostituição continuou a dominar a cidade, e em Roma, as orgias e as dissoluções da família até se intensificaram no decorrer dos anos. Dizer que Roma pertencia ao Senhor Jesus seria uma frase que levaria ao engano os poucos irmãos verdadeiramente convertidos.
Na verdade muito me esforcei e fiz de tudo para ver se conseguia salvar a alguns [8]. Nunca ensinei a reivindicar territórios, mas tão somente orava a Deus que me abrisse uma porta para pregar a Palavra [9] .

Cuidado com os falsos apóstolos
Há muitos homens gananciosos aparecendo no meio de vós no Brasil dizendo que são apóstolos e criando hierarquias para exercer domínio uns sobre os outros, coisa que nunca aceitei. Porque tanta preocupação com títulos? Por que ninguém se contenta em ser chamado simplesmente servo? Pois é isso é o que realmente importa. Saibam que há muitos obreiros fraudulentos transformando-se em apóstolos de Cristo [10].
Já vos advertira que depois da minha partida, entre vós penetrariam lobos vorazes que não poupariam o rebanho de Cristo [11], vós não lembrais disso brasileiros?

Sobre os dons espirituais
Soube que muitos estão preocupados com os dons. É verdade que eles são importantes, mas o Espírito concede a cada um conforme melhor lhe convém [12]. Tenho percebido que valorizam principalmente os dons sobrenaturais – como falar em línguas, visões, curas e revelações – e esquecem-se que ensinar bem as Escrituras, administrar com zelo as coisas de Deus e promover socorro aos necessitados também são dons espirituais [13].
Mas o que eu quero mesmo é que estejais buscando para suas vidas o fruto do Espírito. De nada adianta ter fé suficiente para curar pessoas, transportar montes e expulsar demônios se ficais devorando uns aos outros, [14] se não têm amor, se provocam rixas e intrigas entre si e dão mau testemunho.

Ofertas ao Senhor
Quanto às ofertas e sacrifícios, já falei por carta: no primeiro dia da semana cada um separe segundo sua prosperidade [15]. Nunca fiz leilão de bênçãos do Senhor, desafiando o povo a ofertar começando com 10 moedas de ouro até chegar ao que tinha um denário. O único sacrifício aceitável por Deus já foi feito na cruz pelo seu Filho Jesus, entendais isto brasileiros.
Quando Deus me der oportunidade de visitar-vos quero conhecer os que estão se enriquecendo com o Evangelho e enfrentar-lhes face a face. A piedade jamais pode ser fonte de lucro [16] e se continuarem nessa sórdida ganância haverão de sofrer muitas dores [17].

A busca da verdadeira maturidade
É imprescindível que manejem bem a Palavra, pois chegou ao meu conhecimento que esta é uma geração tão ignorante nela que estão sendo enganados por lobos vorazes, que trazem enganos e sofismas, e a esses, de boa mente, os tolerais [18]. Lembrem-se que quando preguei em Beréia o povo consultava a Palavra para ver se as coisas eram de fato assim [19]. Porque não fazeis vós o mesmo? Ora, os ardis de satanás vêm sempre disfarçados na pregação de um anjo de luz [20].
Vejo que entre vós há muitos acréscimos e deturpações daquilo que falei. Admoesto-vos a que não ultrapasseis o que está escrito [21] .

As saudações pessoais
Rogo-vos, irmãos, que noteis bem aqueles que provocam divisões e escândalos; afastai-vos deles, porque esses tais não servem a Cristo, e sim a seu próprio ventre [22], seus próprios interesses. Em breve vos vereis.

A bênção
A graça do Senhor Jesus Cristo, e o amor de Deus, e a comunhão do Espírito Santo sejam com todos vós do Brasil [23].

Original do autor Daniel Rocha em Metodista 2007
REFERÊNCIAS [1] - 1Co 3.5 [2] - Fp 4.11; 1Ts 5.18 [3] - 1Co 1.22 [4] - 1Ts 5.17 [5] - 2Tm 4.20 [6] - 1Tm 5.23 [7] - Fp 2.27-30 [8] - 1Co 9.22 [9] - Cl 4.3 [10] - 1Co 11.3 [11] - At 20.29 [12] - 1Co 12.7 [13] - Rm 12.7-8 [14] - Gl 5.15 [15] - 1Co 16.2 [16] - 1Tm 6.5 [17] - 1Tm 6.10 [18] - 2Co 11.4 [19] - At 17.11 [20] - 2Co 11.14 [21] - 1Co 4.6 [22] - Rm 16.17-18 [23] - 2Co 13.13

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

A igreja precisa crer no Evangelho



O ideal do Evangelho se faz acompanhar de vida, mensagem e finalidades segundo o Evangelho, e nunca segundo a aflição da “igreja” de não perder espaço e poder...

Na religião o que importa são os fins...
Os meios são relativos...
E qual é o fim?
Levar Jesus às pessoas?
Certamente não, mas sim levar as pessoas para a “igreja”...

Se dissessem à “igreja” que o mundo inteiro creu em Jesus, mas que ninguém quer mais saber de “igreja”, ainda assim a “igreja” não ficaria feliz, posto sua preocupação de fato não seja com Jesus, com o Evangelho e com o povo, mas apenas com ela mesma...

O fim/finalidade da "igreja" é manter-se existente, não viva...

Por isto a “igreja” aceita tudo, menos morrer e servir...

Na realidade tudo tem apenas a ver com estratégia e espaço, ainda que haja pessoas bem intencionadas no processo...

Para que Jesus tenha algo a dizer à “igreja”, ela antes precisa levantar-se e dizer: “Mestre! Decido dar metade dos meus bens aos pobres; e se nalguma coisa defraudei alguém, restituo quatro vezes mais!”...

Então Jesus dirá à “igreja”:
“Hoje entrou salvação nesta casa!”

Antes disso Jesus nada tem a dizer àquilo que se auto-intitula Igreja sendo apenas “igreja”...

Se a “igreja” quer salvação precisa crer no Evangelho...

Do contrário, já se perdeu com o mundo...

Fonte: Caio Fábio

As Falhas do Apóstolo Paulo. SERÁ???

Será que o apóstolo Paulo estava errado ou os apóstolos atuais (pastores, bispos, reverendos, etc) é que estão???

Assista ao vídeo até o fim. É claro que trata-se de uma ironia.
No entanto, aborda de forma bastante coerente as incoerências atuais do evangelho (se é que isso pode se chamar de evangelho...).
Enquanto há tempo fuja da Religião e viva o Evangelho verdadeiro.
Théo Pimenta

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Tudo isso me incomoda. E como



Por Ricardo Mamedes

Algo me incomoda muito nas igrejas evangélicas. E me incomoda em particular na minha igreja, a qual congrego. É certamente difícil falar sobre o assunto, pois alguns membros dessa minha igreja leem este blog. O que fazer? Paciência...

Gosto de primar pela verdade sem subterfúgios, sem meias palavras. É bom explicitar que o que direi não revela qualquer crítica aos pentecostais de qualquer denominação, mesmo porque essa diferenciação entre pentecostais e tradicionais se não é inexistente está bem tênue. Por exemplo, sou batista tradicional, porém, a igreja em que congrego é muito mais pentecostal do que muitas pentecostais hoje tidas como históricas, a exemplo da Assembléia de Deus. Isso é bom? Não sei. Só penso que não é muito ético querer desmontar as bases de uma denominação centenária, implodindo-a, a fim de impor uma nova liturgia. Mais fácil seria mudar de denominação e tanto mais ético, uma vez que gozamos de plena liberdade de escolha nesse sentido.

Todavia, não entrei no assunto que aqui me traz. 'Voilá'! Afiem as espadas tantos quantos queiram debater (brincadeira)! Incomodam-me certas atitudes, alguns costumes inseridos na igreja a pretexto da busca de uma espiritualidade "diferenciada", uma espiritualidade "real", sinônimo do "verdadeiro" sobrenatural de Deus. Essa tal espiritualidade é evidenciada e materializada por poucos dentro da igreja, mas facilmente verificável pela altissonante maneira com que dão "glórias a Deus" e "aleluias". Não que eu tenha qualquer tipo de preconceito contra essas manifestações. É que o incômodo se manifesta quando observo que são sempre "os mesmos". Nesse momento tais atitudes podem levar-me a pecar, uma vez que no meu íntimo não consigo apreender qualquer autenticidade nas tais manifestações...

Incomoda porque é algo como uma "ave maria" rezada ou recitada por católicos: não transmite verdade. Incomoda mais ainda quando observo que, além de ser sempre os mesmos, as mesmas figurinhas carimbadas, são também os que vendem uma grande espiritualidade para os irmãos. Os mesmos que vão aos "montes" para "interceder", materializando uma verdadeira proximidade física com o Criador, a exemplo daqueles que inauguraram a "babel". O meu medo é que Deus imploda as suas "torres"...

Esses irmãos "ungidos" - eles querem ser vistos assim - desfilam pela igreja como se fossem seres semi-celestiais. Quando se assenhoreiam do microfone e postam-se no púlpito, como que sofrem uma transfiguração: assumem um novo brilho, uma nova tonalidade de voz, até certos "sotaques" diferenciados. Em suma, ficam mesmo irreconhecíveis.

Incomoda, ah como isso incomoda...

Normalmente os tais ungidos são também aqueles mesmos que abraçam todas as novidades "doutrinárias", especialmente se com "tonalidades" neopentecostais. Buscam novos "sinais e prodígios", mas pouco sabem da Palavra inerrante. Necessitam da emoção, do arrepio, do êxtase, sob pena de não se reconhecerem como "movidos pelo espírito". Consideram-se muito mais espirituais do que aqueles que apenas reconhecem no Criador o Todo-Poderoso, o Senhor de suas vidas, o motivo das suas miseráveis existências, pois "estes tais" são apenas "crentes racionais", frios.

Tudo isso incomoda, confesso...

São esses mesmos que escancaram as portas das igrejas e denominações (mesmo históricas) para as "novidades": atos proféticos, evangelhos da autoajuda, autoestima, triunfalismo, prosperidade, etc. E eles nunca aprendem, ainda quando vivem o erro que se torna manifesto; ainda quando as suas condutas pretéritas se transformam em nada no futuro. Mesmo quando o "profeta" é desmascarado eles ainda querem o "mover", buscando esse "avivamento" insaciável, porque a Palavra já não mais lhes basta. A Espada da Verdade não causa arrepios, tremores, rugidos, sons ininteligíveis.

A busca é mesmo incessante, já é preciso ver, ao invés de sentir somente. Necessitam "materializar" a fé em "óleos" para ungir, como se Deus estivesse naquela substância; querem a luta dualista com satanás e seus demônios, lutando nessa guerra titânica, onde são plenamente "observados" pelos irmãos e reconhecidos como uma quase "casta" superior.

Incomoda, sim, incomoda...

Tenho falado com a minha esposa que chegará o dia, infelizmente, em que será difícil congregar em uma igreja realmente comprometida com a Verdade bíblica. Uma igreja que, para buscar os dons, não tenha que se conspurcar com a mentira ; uma igreja em que a pregação do Evangelho de Cristo seja a centralidade e não o marginal, seja a essência e não o complemento.

O que me consola e ainda me sustenta é saber que a Igreja de Cristo, a invisível, está além das paredes, está em cada coração tocado pela graça irresistível, em cada vida transformada, em cada atitude de veneração autêntica; sem mostras, sem palavreados patéticos, sem fleumas no púlpito, sem o culto da aparência para receber o brilho dos holofotes.

Essa Igreja invisível, Corpo de Cristo, não me incomoda, mas, ao contrário, me alimenta com alimento sólido e substancial.

A todos aqueles que fazem parte deste Corpo, desta Igreja, recebam o meu abraço, sintam-se irmanados e em verdadeira comunhão naquEle que nos salvou!


***
Fonte: Ricardo Mamedes. Divulgação: Púlpito Cristão

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Pode o dinheiro revelar o relacionamento com Deus?


Um relacionamento com quem dizem ser Deus ...
Um relacionamento com o Pai.

O dinheiro tem sido importante, especialmente aos evangélicos pentecostais e principalmente neopentecostais, como medida da benção de Deus.

Uma vez que prosperam, e dessa forma sentem-se amados por Deus, a si mesmo dizem:
- O Senhor tem sido comigo, por isso tenho prosperado!

Mas a saúde financeira da família pode passar por uma fase ruim, seja por uma intempérie climática ou crise, seja até por descuido devido a (pela) dedicação insana no trabalho voluntário da igreja, participando de todos os cultos e capitaneando muitas atividades, assumindo responsabilidades e ministérios.

Não é incomum assistir a fiéis evangélicos que negligenciaram suas tarefas comerciais, e até, por que não dizer, sua vida secular em detrimento de sua vida para a igreja.

Alguns deles entronizam as falas de que ao “se envolverem no trabalho do Senhor”, que quer dizer trabalhar para a denominação religiosa na qual congregam, Ele, O Senhor, prosperará seus caminhos e tudo lhes irá bem. Inclusive utilizam Mt. 6:33 “Mas buscai primeiro o Reino de Deus e a Sua justiça, e TODAS as outras coisas será acrescentadas”, acreditando que Deus cuidará de TUDO e TODAS as coisas a partir do momento que o fiel se envolver com “os trabalhos da igreja”. Consideram como DEVER de Deus cuidar da empresa, dos negócios, do trabalho e assim por diante. É uma interpretação bastante conveniente do texto: “Eu trabalho para a igreja e Deus trabalha pra mim...”.

Acontecem com funcionários, absortos na segunda agenda orientada aos interesses da denominação, acabarem se esquecendo de sua carreira profissional. Param de ler, de instruir-se, e principalmente por força da fadiga não são mais vistos por seus empregadores como vestindo a camisa da empresa como antes o faziam. Quando vem a promoção... podem não ser promovidos.

Algo parecido acontece aos profissionais liberais e aos empresários, quando se envolvem de cabeça no trabalho da igreja. Ao deixar o negócio no qual são diretamente responsáveis nas mãos de parentes e funcionários, o resultado, via de regra, é sempre aquém do esperado.

Ainda há as apostas! Ciclicamente apostamos em empreitadas que nem sempre dão certo. Apostamos em uma nova veia comercial, apostamos em uma nova idéia, apostamos em novos relacionamentos e parcerias que poderiam alavancar novos negócios, enfim, apostas que nem sempre retornam como o esperado, por se tratarem de palpites e de intuição negocial.

De concreto é que quando o envolvimento voluntário do fiel com a denominação se intensifica e se perdura, e este é funcionário, ele não consegue a promoção e uma nova oportunidade pode levar mais de um ano; se este é profissional liberal não agrega valor hora a seu trabalho; e se este é empresário, ele não aumenta market share ne se dá por feliz com os balanços de final de ano.

Quando as coisas vão mal surge aquele sentimento de frustração associado à punição que Deus lhes estaria aplicando.
- Afinal por que não prospero se tenho sido fiel no dizimar, no ofertar e também tenho doado meu tempo à igreja?

Não são muitos os instrumentos para se medir os fiéis nas igrejas evangélicas, entretanto aqui estamos falando de uma perversa vara de medir que é pela aparente prosperidade financeira.

Se o membro aparece com bom carro e dá testemunho público regular daquilo que julga ser Deus fazendo em seu favor, ele está sendo muito amado e abençoado por Deus; por outro lado, o contrário é o perverso, ou seja quem não está prosperando não está sendo amado nem tão pouco abençoado por Deus.

- Por que o Deus quase implacável em suas exigências morais, sacrificais e em sua ira estaria estancando as bênçãos materiais/celestiais (paradoxo evangélico) que deveriam jorrar sobre os crentes que tem maior compromisso com “a igreja”?

Sem saber exatamente o que pensar, se o que fora feito não foi suficiente, ou se Deus não o está a abençoar por que não atingir o padrão de santidade ou de sacrifício exigido pela Divindade, abre-se a porta para maior misticismo.

O misticismo invade a alma de quem pouco conhece do Evangelho e muito sabe da sua religião.

Quando se abrem as janelas da alma para o místico e se tem enraizado o conceito de que “Deus quer que seu povo prospere”; a Teologia da Prosperidade que apregoa o sacrifício de grandes somas de dinheiro além dos dízimos e das ofertas alçadas como semeadura para colheita de medida recalcada sacudida e transbordante a trinta, setenta e a cem por um com facilidade faz mais uma vítima.

Do ponto de vista do Evangelho a Teologia Prosperidade é bizarra!

Ao se relacionar com essa divindade, na base de sacrifícios de tempo e de dinheiro da família oferecendo-se aos serviços voluntários das igrejas como oferta de semeadura para uma grande colheita, esse relacionamento certamente não é o com o Pai mas com Mamom.

Alguns fiéis ainda entendem que seu relacionamento com “a igreja” deve ser comparado com uma corretora de valores ou com um banco comercial. Muda-se de igreja quando não se prospera tanto quanto fora prometido, uma vez que se depositam dízimos e ofertas na expectativa de lucrar; se não se lucra então se procura outra denominação e outro atalaia.

Para estes o lastro não é o relacional com outros remidos pelo amor de Jesus, muito menos é o de congraçamento e de amor para com o próximo, mas somente uma relação de causa/efeito que tem origem na semeadura e deve ter o fim no enriquecimento rápido e contínuo do fiel.

O misticismo de balizar o amor recebido de Deus pela qualidade dos negócios é das linguagens culturais evangélicas a maquinação mais abominável.

Se o fiel troca de carro e leva vantagem ao negociar, ele se sente apoiado por Deus em tudo o que tem feito. É como se houvesse na cultura evangélica uma linguagem invisível da aprovação ou da reprovação de Deus manifesta nos negócios que praticam.

Este tipo de cultura se desdobra na cegueira a leitura do Evangelho e no conhecimento do amor do Pai.

O amor que o Pai manifestou a humanidade pela vida de Jesus consumou a necessidade de aceitação. Somos amados! Somos aceitos! Somos livres!

Tiago, irmão de Jesus, em sua carta escreve inequivocamente sobre as questões da vida secular. Piorar ou melhorar de vida devem ser questões tratadas pela Graça em igualdade. Independente do que nos aconteça estamos Nele. Estar Nele transcende a pequenez da idéia de que há julgamento do Pai nos momentos de marcha ré.

Se o gráfico da sua vida financeira aponta para cima ou para baixo, isto nada tem haver com o cuidado e o amor Dele em sua vida. Somos amados! Somos aceitos! Somos livres!

Há uma facilidade de nos tornarmos independentes, esta facilidade se revela de forma inconsciente quando tentamos nos achegar a Deus por nossos esforços.

Por força da cultura que valoriza o crente próspero o texto de Ap 3:17-20 assim se inicia:
Vocês dizem: “Somos ricos, estamos bem de vida e temos tudo o que precisamos”. Mas não sabem que são miseráveis, infelizes, pobres, nus e cegos.

Nos versos seguintes seguem-se com pontualidade as questões referentes ao estado de miserabilidade, infelicidade, pobreza, nudez e cegueira que a igreja institucionalizada de nossos dias atravessa.

O Reino de Deus nada tem haver com os valores estereotipados pela mídia.
É como correr atrás do vento!

Quando respondemos “Deus nos aprova, por isso temos prosperado”, estamos a responder da mesma forma que os devotos mornos no texto de João no livro de Apocalipse.

Nossas vestes de santidade evangélica não têm valor para Jesus, as Dele é que nos vestem, as nossas nos deixam nus.

E quando não vemos o que está sob nossos olhos entra o colírio que Ele tem.
Colírio este para perceber que Ele está à porta e bate. Se abrirmos esta porta de relacionamento com Jesus que nada necessita de nós, Ele se tornará tão próximo que nos será possível a deliciosa comunhão de uma refeição.

Há melhor notícia que essa?
Jesus se torna tão próximo que janta conosco quando abrimos mão de nossa independência e de nossos valores.

Viva este relacionamento com Jesus, meu irmão, e se despoje de seus esforços a fim de conquistar o seu amor, pois saiba que não há nada em ti que O faria amá-lo mais do que Ele já te ama. O que Ele fez consumou este amor no Pai.

Nele que é ternura, cuidado e amor na plenitude da vida e nos orienta a não andarmos ansiosos por nada nem valorizarmos o que aqui possuímos;

Théo Pimenta.